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Muito se fala da existência de trabalho escravo no Brasil, fato que, lamentavelmente, é verídico em longínquas regiões do País. O que causa maior estranheza é perceber que em alguns cantões da liberal Holanda também há instintos escravocratas aflorando em pleno século XXI.
É o caso agora verificado em Heerenveen, cidade do clube homônimo, que preferiu manter o atacante da Seleção Brasileira Afonso Alves atado aos grilhões de um contrato defasado.
O SC Heerenveen recebeu várias propostas tentadoras pela cessão dos direitos federativos e econômicos do atleta. Porém, dirigentes amadores, dotados de uma miopia futebolística atávica, fizeram ouvidos moucos e preferiram prender o jogador. Não satisfeitos, esses mesmos dirigentes, que no Brasil não comandariam nem um time da Série Z, quiseram obrigar Afonso Alves a comparecer a uma cerimônia em que seria entregue a premiação aos destaques da temporada passada. Não há clima para salamaleques! Como comparecer a um evento em que torcedores motivados por alucinações nazistas não hesitariam em xingar o atleta de macaquinho, como fazem nas ruas de Heerenveen?
Jornalista Wagner Augusto Álvares de Freitas
Assessor de Imprensa do atleta Afonso Alves







